🧠 O peso invisível de quem resolve tudo


A Semente

Uma pausa semanal para reorganizar por dentro.

Clique aqui para ler a da semana passada

Oi, Reader 💚

Esses dias percebi algo curioso...

Sabe quando alguém traz uma pergunta… um problema… ou simplesmente começa a contar algo?

É como se um botão fosse ativado dentro da minha cabeça.

Modo solução.

Eu começo a pensar na resposta. Na saída. No que pode ser feito.

Isso acontece o tempo todo.

Quando alguém da família traz um problema. Quando surge alguma situação inesperada. Ou até quando as crianças fazem aquelas perguntas completamente aleatórias… algumas, inclusive, muito interessantes.

Durante muito tempo achei que isso era simplesmente normal.

Mas outro dia li algo sobre carga mental feminina que me fez parar.

Muitas mulheres não estão apenas fazendo tarefas.

Elas estão pensando o tempo todo no que precisa ser feito.

Lembrando. Antecipando. Organizando. Respondendo.

E talvez esse nosso “talento” de resolver tudo também seja… um trabalho invisível...

Quando comecei a perceber isso em mim, resolvi experimentar uma coisa pequena.

Parar de ter resposta para tudo.

Quando meus filhos fazem alguma pergunta que eu não sei, eu digo:

“A mamãe não tem essa resposta… vamos pesquisar juntos?”

E é interessante ver o que acontece.

A conversa muda.

Eles pensam junto comigo.

E eu também paro de carregar a responsabilidade de ter todas as respostas.

Outra coisa que comecei a perguntar mais é:

“Você quer a minha opinião… ou está só compartilhando comigo?”

Porque percebi que muitas vezes eu entrava no modo solução… quando ninguém tinha pedido solução nenhuma.

Talvez ser mais livre também seja isso.

Não precisar responder tudo. Não precisar resolver tudo.

E perceber que pensar junto, às vezes, é muito mais interessante do que ter a resposta pronta.

E confesso que ainda me pergunto…

Será que isso é só coisa da minha cabeça?

Ou será que o mundo também espera isso da gente?

Sua Semente dessa semana 🌱

Você também entra em “modo solução”?

💭 Existe alguma situação em que você sente essa necessidade de responder ou resolver tudo?

E se você testasse essa semana, de forma consciente, soltar um pouco essa necessidade?

Talvez apenas ouvir mais um pouco. Talvez dizer que não tem a resposta naquele momento. Ou simplesmente pensar junto.

Como você acha que se sentiria?

Testa aí essa semana… e depois me conta.

Com amor, Mi 💚

“Só sei que nada sei.”

Às vezes existe uma liberdade muito grande em reconhecer que não precisamos ter todas as respostas.

PS: Se essa reflexão fez sentido para você, talvez faça sentido para outra mulher também. Você pode encaminhar essa Semente para alguém que vive no modo solução.

Rua José de Oliveira, 359, Valinhos, SP 13271-653
Unsubscribe · Preferences

A Semente 🌱

A Semente é uma carta semanal para mulheres que sentem que a vida pede mais presença do que controle.

Read more from A Semente 🌱

A Semente Uma pausa semanal para reorganizar por dentro. Clique aqui para ler a da semana passada Oi, Reader 💚 Ultimamente eu tenho prestado atenção em um padrão em mim: o quanto eu me ajusto rápido demais. Chegando aqui perto dos 45 anos, todo desconforto que aparece em mim eu tenho tentado não reagir de forma automática. Eu observo... não de forma superficial. Eu paro mesmo para entender o que está por detrás daquilo. E eu tenho percebido que essa tem sido uma das formas mais honestas de...

A Semente Uma pausa semanal para reorganizar por dentro. Clique aqui para ler a da semana passada Oi, Reader 💚 Aqui está uma mulher em uma fase de perimenopausa. Aquele momento em que o corpo passa por uma transição profunda em busca de um novo equilíbrio. Mas até encontrá-lo, alguns desconfortos acabam batendo à porta. Inclusive, tenho pensado com carinho em gravar um vídeo sobre essa fase da vida da mulher e compartilhar um pouco do que tenho descoberto nesse processo. Você acha que seria...

A Semente Uma pausa semanal para reorganizar por dentro. Clique aqui para ler a da semana passada Oi, Reader 💚 A primeira vez que levamos o Benji à praia, ainda morávamos na Alemanha. Viajamos para o norte e, apesar de ser verão, as praias eram frias, o vento constante e a areia branca, muito fina. Ele abaixava, enchia as duas mãozinhas e levantava como quem segura um tesouro. Mas quanto mais apertava, mais a areia escorria pelos dedos. Ria pela novidade e, no instante seguinte, se frustrava...